Produtos Perigosos — HAZMATProdutosPerigososHAZMAT
ABNT NBR 13295:2021Anexo C (normativo) e Anexos E/F (informativos)

Inspeção de cilindros de cloro

Antes de cada envasamento, o cilindro passa pela inspeção visual da Tabela C.1. Os cilindros para transporte de cloro líquido devem ser inspecionados antes do primeiro envasamento e, a partir daí, a cada cinco anos ou quando identificada necessidade. (ver Tabela C.2). — item C.4. Essa inspeção periódica inclui o ensaio hidrostático e de estanqueidade: Os cilindros devem passar pelo ensaio hidrostático e de estanqueidade, submetendo o cilindro pequeno à pressão de 3,3 MPa e o cilindro grande à pressão de 3,5 MPa. Os cilindros devem ser totalmente estanques. — item C.4.1. espessura: os pontos que forem medidos devem figurar no croqui e na grade de distribuição (ver Anexo F). As espessuras de limite mínimo para cilindro pequeno são de 3,80 mm, e, para cilindro grande, de 10,30 mm no corpo e 14,70 mm nas calotas; — item C.4.10 c). Cilindro condenado é puncionado e depois inutilizado: No caso dos cilindros condenados, deve ser puncionada a expressão, em caixa alta, "CONDENADO PARA USO COM CLORO" em letras de 10 mm de altura, no mínimo. Nos cilindros grandes, o puncionamento deve ser feito junto à calota das válvulas e à direita da solda no sentido longitudinal. Nos cilindros pequenos, o puncionamento deve ser feito próximo à válvula. — item C.4.7; os cilindros condenados devem ser neutralizados e inutilizados por meio de cortes ou furos no seu corpo. — item C.4.8.

Conhecendo o cilindro — Anexo B

Desenho técnico do cilindro pequeno de cloro visto de perfil, com sete peças indicadas por letras A a G (A capacete, B válvula, C gargalo, D colarinho, E ogiva, F corpo, G base) e a base repetida em dois detalhes menores à direita
Partes do cilindro pequeno
Desenho técnico em corte da válvula do cilindro pequeno de cloro, mostrando a haste roscada central, o corpo da válvula e a conexão lateral de saída
Válvula para cilindros pequenos
Desenho técnico do cilindro grande de cloro em três vistas — perfil completo e dois cortes frontais das extremidades — com cinco peças indicadas por letras A a E (A tampa/capacete de proteção das válvulas, B extremidades/tampos côncavos, C bordas das extremidades, D bujão-fusível junto à placa de identificação, E tubo pescante/tubo edutor)
Partes do cilindro grande
Desenho técnico em corte da válvula do cilindro grande de cloro, sem bujão-fusível, mostrando a rosca de fixação ao tubo pescante
Válvulas para cilindros grandes
Dois desenhos técnicos cotados lado a lado: a) cilindro pequeno com uma única faixa alaranjado-segurança pintada próxima à ogiva; b) cilindro grande com duas faixas alaranjado-segurança, uma junto a cada tampo — ambos sobre pintura de fundo cinza escuro, com os códigos de cor Munsell N 3.5 (cinza escuro) e 2.5YR 6/14 (alaranjado-segurança) indicados
Pintura da faixa na cor alaranjado-segurança

Tabela C.1Inspeção visual dos cilindros

Antes de cada envasamento e nas inspeções periódicas (C.1).

Elemento inspecionadoCritérios de reprovação – Antes de cada envasamento
Identificação do cilindro conforme B.2.2 (cilindro pequeno) e B.3.1 (cilindro grande)Reprovar se houver ausência de identificação ou se os dados forem ilegíveis.
MarcaçõesReprovar no caso de ausência de marcação ou marcações não autorizadas.
Data da última inspeção e validadeReprovar no caso de inspeção vencida.
Capacete de proteção da válvula e/ou sua rosca de conexãoReprovar na falta do capacete e se este não puder ser colocado de forma a proteger a válvula. A rosca externa, no cilindro pequeno, deve possibilitar a fixação do capacete.
Suporte da base de cilindros pequenosReprovar se estiver em condição que impeça que o cilindro seja mantido em pé.
PinturaReprovar quando não possibilitar a identificação do cilindro pela cor. Caso a pintura esteja desgastada, é recomendável que seja refeita.
VálvulasReprovar nos casos em que exista desgaste, corrosão, haste torta ou outro defeito que possa resultar em vazamento do cloro.
Bujões-fusíveisReprovar nos casos em que haja desgaste, corrosão, extrusão do metal fusível ou outro defeito que possa resultar em vazamento do cloro.
Danos causados pelo fogo ou arco elétricoReprovar nos casos em que tenha ocorrido aquecimento excessivo, indicado por queima da pintura ou metal, distorção do cilindro ou fusão de partes da válvula.
Alterações no cilindroReprovar nos casos em que tenham sido realizadas modificações ou manutenções que alterem as características do projeto original.
Estado geral do cilindro (corrosão e/ou defeitos)Reprovar se apresentar defeitos ou aspecto que coloque em dúvida as condições físicas do cilindro.
Porosidade nos locais de aplicação do kit de emergênciaReprovar se apresentar corrosão, erupção e depressões externa generalizada na área junto às válvulas e bujões dos cilindros que impeçam a aplicação do Kit.
Existência de umidade internaReprovar se apresentar presença de umidade interna.
Marcação de sinete abaixo ou próximo do colarinho do cilindro pequenoReprovar se apresentar marcação que possa comprometer a vedação na aplicação do kit de emergência.

Tabela C.2Inspeção periódica dos cilindros

Antes do primeiro envasamento e, a partir daí, a cada cinco anos ou quando identificada necessidade (C.4).

Elemento inspecionadoCritérios de reprovação e condenação – Inspeção periódica
Identificação do cilindro conforme B.2.2 (cilindro pequeno) e B.3.1 (cilindro grande)Condenar se houver ausência de identificação ou se os dados forem ilegíveis.
MarcaçõesCondenar no caso de ausência de marcação ou marcações não autorizadas.
Capacete de proteção da válvula e/ou sua rosca de conexãoReprovado na falta do capacete e se este não puder ser colocado de forma a proteger a válvula. A rosca externa, no cilindro pequeno, deve possibilitar a fixação do capacete.
Base de cilindros pequenosCondenado se estiver em condição que impeça que o cilindro seja mantido em pé.
Danos causados pelo fogo ou arco elétricoReprovar e/ou condenar no caso de dano causado pelo fogo. Condenar todo cilindro pequeno no caso de dano causado por arco elétrico.
Alterações no cilindroCondenar nos casos em que tenham sido realizadas modificações ou manutenções que alterem as características do projeto original.
Estado geral do cilindro (corrosão e/ou defeitos)Inspecionar conforme Tabelas C.3 e C.4.
Porosidade nos locais de aplicação do kit de emergênciaInspecionar conforme Tabelas C.3 e C.4.
Marcação de sinete abaixo ou próximo do colarinho do cilindro pequenoInspecionar conforme Tabelas C.3 e C.4.

Tabela C.3Inspeção externa – Defeitos

Na inspeção externa dos cilindros (C.4.10 a).

DefeitoDescriçãoCritério para reprovação ou condenação
MossaDeformação causada pelo impacto de um objeto sem corte, de tal forma que a espessura do metal não é danificada materialmenteCondenar os cilindros grandes quando ocorrer uma mossa na solda da borda e a profundidade exceder 6,35 mm. Quando uma mossa ocorrer de modo que nenhuma parte da deformação inclua uma solda, o cilindro deve ser condenado se a profundidade da mossa for maior do que 1/10 da maior dimensão da mossa, e não pode exceder 12,70 mm.
Corte, cavidade ou escavaçãoDeformação causada pelo contato com um objeto cortante utilizado de forma a cortar ou danificar o metal do cilindro, diminuindo a espessura da parede naquele pontoCondenar o cilindro grande se o corte, cavidade ou escavação tiver menos do que 76 mm de comprimento e sua profundidade exceder 5 mm (metade do mínimo permitido para a espessura da parede), ou se o defeito tiver mais do que 76 mm de comprimento e sua profundidade exceder 2,5 mm (¼ do mínimo permitido para a espessura da parede). Condenar o cilindro pequeno se o corte, cavidade ou escavação tiver menos de 76 mm de comprimento e sua profundidade exceder 1,9 mm, ou se o defeito for maior do que 76 mm e sua profundidade exceder 0,9 mm.
AbaulamentoDeformação que altera o perfil original da seção da circunferência e da seção cilíndrica, provocando convexidadeCondenar (cilindros pequenos ou grandes) quando for encontrada variação superior a 1 % na circunferência medida.
TrincaRachadura na superfície do materialCondenar (cilindros pequenos ou grandes) quando houver trincas.
Dobra de laminaçãoCamada superposta de materialCondenar no caso em que, após removida a camada superposta, a espessura da parede estiver abaixo da mínima especificada em C.4.10 c)
Avaria por fogoAquecimento excessivo, geral ou localizadoReprovar o cilindro atingido por fogo ou calor radiante intenso até que tenha sido devidamente inspecionado pela entidade inspetora. Caso o recipiente possa ser recuperado, deve ser expedido relatório de inspeção para voltar a ser utilizado
Queimadura por arco elétricoAdição ou remoção de materialCondenar todo cilindro pequeno que apresentar queimadura por arco elétrico

Tabela C.4Inspeção externa – Corrosão

Na inspeção externa dos cilindros (C.4.10 b).

Aspecto da corrosãoDescriçãoCritério para reprovação ou condenação
Corrosão generalizadaCorrosão que cobre consideráveis áreas da superfície do cilindro, reduzindo a força estruturalCondenar o cilindro pequeno e grande quando a perda de massa da tara original exceder 5 % e 10 %, respectivamente.
Corrosão generalizadaPerda de espessura da parede sob uma área externa/interna que representa mais de 20 % da superfície total do cilindroCondenar se a profundidade da corrosão exceder 20 % da espessura original ou quando a superfície original não estiver aparente. Condenar quando a corrosão for encontrada em uma grande área ou se seu contorno for profundo e a espessura remanescente for menor que a mínima de projeto, verificada por meio de ultrassom.
Corrosão generalizadaCorrosão generalizada acompanhada de alvéolo isoladoCondenar o cilindro pequeno quando a profundidade da cavidade for maior do que 1,9 mm. Condenar o cilindro grande se a profundidade da cavidade no corpo for maior do que 5,2 mm ou quando a profundidade da cavidade no tampo for maior do que 8,3 mm.
Corrosão localizadaRedução geral da espessura da parede sobre uma área menor que 20 % da superfície total do cilindro ou crateras isoladas de diâmetro maior que 10 mmCondenar se a profundidade da corrosão exceder 20 % da espessura original da parede do cilindro ou se a espessura remanescente for menor que a mínima de projeto, verificada por meio de ultrassom.
Alvéolos ou pites isoladosAlvéolos isolados de diâmetro pequeno que não enfraquecem efetivamente o cilindroCondenar quando a parede remanescente na área contendo alvéolo ou pite isolado tiver menos do que 1/3 da espessura mínima de parede permitida.
Corrosão isoladaCorrosão em pontos com até 10 mm de diâmetro e com uma concentração não maior que um ponto por 500 mm2 de áreaCondenar se a profundidade do ponto de corrosão de diâmetro maior que 5 mm exceder 40 % da espessura original da parede. Quando o diâmetro for menor que 5 mm, deve ser verificada a espessura da parede do cilindro.
Corrosão em linhaQuando alvéolos são ligados quase uns aos outros em linha ou faixa estreitaCondenar todo cilindro quando a corrosão em linha tiver 76 mm ou mais de comprimento e a parede remanescente tiver menos do que ¾ da espessura mínima de parede permitida ou quando a corrosão em linha tiver menos do que 76 mm no comprimento e a espessura da parede remanescente tiver menos de ½ da espessura mínima de parede permitida. Condenar se o comprimento total da corrosão em qualquer direção exceder a circunferência do cilindro ou se a profundidade da corrosão exceder 25 % da espessura da parede.

NotaAlvéolo é definido como uma cavidade na superfície metálica, apresentando fundo arredondado e profundidade geralmente menor que o seu diâmetro. Pite é definido como uma cavidade na superfície metálica, apresentando fundo em forma angular e profundidade geralmente maior que o seu diâmetro.

Torque da ponteira no carregamento a granel

Para o carregamento ou descarregamento do tanque de carga de cloro líquido a granel, deve ser utilizada uma ponteira (tubo-niple) de 1" de diâmetro, confeccionado em aço carbono e com schedulle 80, que deve ser rosqueada de forma bem apertada, com torquímetro (onde se ajusta a força a ser aplicada no equipamento, entre 115 N.m e 128 N.m ou 85 lbf.ft e 95 lbf.ft), na saída da válvula angular de cloro líquido a granel. — item 5.3.1.11.

Fotografia de um torquímetro de haste longa com cabo vermelho emborrachado, com dois detalhes ampliados — canto superior direito e inferior esquerdo — mostrando o encaixe da ponteira
Torquímetro — Anexo D
Fotografia de um operador com luva de proteção usando o torquímetro acoplado ao adaptador para apertar a tubulação na válvula angular de um tanque, sobre piso de chapa xadrez
Utilização do adaptador e do torquímetro — Anexo D

Regras da inspeção periódica — Anexo C

Divergência entre o modelo do Anexo E e o texto normativo

O modelo do Anexo E imprime 'Pressão exigida: 5,6 MPa'; o texto normativo manda 3,3 MPa (estanqueidade, C.4.1) e 5,5 MPa (deformação volumétrica, C.4.2) para o cilindro pequeno. O TEXTO NORMATIVO governa.

Relatórios de inspeção

Leia mais

Fornecedores

Fornecedores do kit de emergência → /marketplace/categoria/kit-emergencia

Perguntas frequentes

Com que frequência os cilindros de cloro são inspecionados?

Os cilindros para transporte de cloro líquido devem ser inspecionados antes do primeiro envasamento e, a partir daí, a cada cinco anos ou quando identificada necessidade. (ver Tabela C.2). — item C.4. Antes disso, a cada envasamento, o cilindro passa pela inspeção visual da Tabela C.1.

O que condena um cilindro de cloro na inspeção externa?

Defeitos e corrosão além do critério, como na Tabela C.3: "Condenar os cilindros grandes quando ocorrer uma mossa na solda da borda e a profundidade exceder 6,35 mm. Quando uma mossa ocorrer de modo que nenhuma parte da deformação inclua uma solda, o cilindro deve ser condenado se a profundidade da mossa for maior do que 1/10 da maior dimensão da mossa, e não pode exceder 12,70 mm.". Ou como na Tabela C.4: "Condenar o cilindro pequeno e grande quando a perda de massa da tara original exceder 5 % e 10 %, respectivamente."

O que acontece com o cilindro condenado?

No caso dos cilindros condenados, deve ser puncionada a expressão, em caixa alta, "CONDENADO PARA USO COM CLORO" em letras de 10 mm de altura, no mínimo. Nos cilindros grandes, o puncionamento deve ser feito junto à calota das válvulas e à direita da solda no sentido longitudinal. Nos cilindros pequenos, o puncionamento deve ser feito próximo à válvula. — item C.4.7. Em seguida, os cilindros condenados devem ser neutralizados e inutilizados por meio de cortes ou furos no seu corpo. — item C.4.8.

Quem registra a inspeção e onde fica o registro?

A inspeção periódica deve ser registrada na forma de relatório (ver Anexos E e F). Após a conclusão da inspeção, deve ser preenchido o resultado da inspeção, onde deve constar que o cilindro foi aprovado, reprovado ou condenado. — item C.4.4. Veja os modelos de relatório para cilindro pequeno e cilindro grande.