Manejo médico · CHEMM
Material para profissionais de saúde e de resposta a emergências.
Tradução referenciada das diretrizes públicas do CHEMM (Chemical Hazards Emergency Medical Management, HHS/ASPR — governo dos EUA). Não é diagnóstico nem prescrição deste portal; doses e nomes de fármacos permanecem como na fonte original, com o link ao lado — confira sempre no original antes de qualquer conduta. As recomendações da fonte não se destinam a uso médico-legal.
☎ 0800 722 6001 — Disque-Intoxicação (CIATox, 24h)Traduzido de Ammonia - Prehospital Management ↗ (CHEMM, HHS/ASPR — domínio público), fonte capturada em 2026-08-25. Em caso de dúvida, vale o original.
Amônia — manejo pré-hospitalar
- Panorama do manejo agudo
- Zonas quente/morna
- Identificação do agente
- Proteção do socorrista
- Triagem
- Vítimas em massa
- Química
- Específica do agente
- Lembretes de ABC
- Via de exposição
- Sinais e sintomas clínicos
- Diagnóstico diferencial
- Vulnerabilidades pediátricas/obstétricas
- Tratamento nas zonas quente/morna
- Remoção das vítimas
- Zona de descontaminação
- Proteção do socorrista
- Lembretes de ABC
- Antídotos
- Descontaminação básica
- Zona de apoio
- Re-triagem
- Lembretes de ABC / tratamento
- Transferência para unidade de saúde
Panorama do manejo agudo
Identificação do agente
- À temperatura ambiente, a amônia anidra é um gás incolor, altamente irritante, de odor pungente e sufocante. É mais leve que o ar e inflamável, com dificuldade, em altas concentrações e temperaturas. É facilmente comprimida e forma um líquido claro e incolor sob pressão. A amônia dissolve-se prontamente em água formando hidróxido de amônio — uma solução alcalina. A concentração das soluções aquosas de amônia de uso doméstico é tipicamente de 5% a 10% (peso:volume), mas soluções de uso comercial podem ser de 25% (peso:volume) ou mais, e são corrosivas. A amônia anidra é armazenada e transportada em recipientes pressurizados, com dispositivos de alívio de pressão, e leva o rótulo "Gás Comprimido Não Inflamável". Apesar de não atender à definição de inflamável do Department of Transportation, deve ser tratada como tal.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- A amônia anidra reage com a umidade das mucosas produzindo uma solução alcalina (hidróxido de amônio). A exposição ao gás amônia ou ao hidróxido de amônio pode causar lesão corrosiva nas mucosas dos olhos, pulmões e trato gastrointestinal e na pele, pelo pH alcalino e pela natureza higroscópica da amônia.
- Os socorristas devem buscar ajuda na identificação da(s) substância(s) pela forma dos recipientes, painéis, rótulos, documentos de transporte e testes analíticos. Informação geral sobre essas técnicas de identificação está no Emergency Response Guidebook (guia de resposta a emergências).
- Ferramentas de identificação — CHEMM-IST, WISER, propriedades químicas da amônia
- Dispositivos (exemplos) — kit HazCat de identificação de químicos industriais e metanfetamina (modelo KT1220) (sólido e líquido), crachás ChomAir (vapor ou gás), Safe Air Monitoring System (vapor ou gás), tubos detectores de gás Kitagawa (vapor), tubos de detecção de gás Sensidyne (vapor).
- Uma fonte abrangente para a seleção de equipamentos de identificação química é o Guide for the Selection of Chemical Detection Equipment for Emergency First Responders, Guide 100-06, January 2007, 3rd Edition, publicado pelo Department of Homeland Security.
Proteção do socorrista
- Proteção respiratória e da pele: recomenda-se equipamento autônomo de respiração (SCBA) de pressão positiva sob demanda, nível A, nas situações de resposta que envolvam exposição a níveis potencialmente inseguros de amônia líquida ou vapor.
- EPI exigido — nível A. Proteção respiratória: recomenda-se equipamento autônomo de respiração (SCBA) de pressão positiva nas situações de resposta que envolvam exposição a níveis potencialmente inseguros de amônia.
- Proteção da pele: recomenda-se vestimenta de proteção química pelo potencial de efeitos inflamatórios e corrosivos.
- Nível A — a vestimenta de proteção de mais alto nível. O nível A inclui equipamento autônomo de respiração (SCBA) com traje totalmente encapsulado estanque a vapor, com luvas e botas acopladas ao traje (os cilindros duram de 1/2 hour a 1 hour — meia a uma hora).dose/fármaco conforme a fonte ↗
- Link para a seção de referência com informações de segurança de EPI para eventos agudos
Triagem específica para amônia
As seguintes pessoas expostas devem ser avaliadas em unidade de saúde:
- Pacientes sintomáticos com queixa de falta de ar persistente, tosse intensa ou aperto no peito devem ser internados e observados até ficarem livres de sintomas. A lesão pulmonar pode progredir por várias horas. Quem tem queimaduras de olhos ou pele em grande área de superfície. Quem ingeriu amônia. Liberação de pacientes: numa situação de vítimas em massa, pacientes assintomáticos que são bons informantes e os que tiveram apenas sensações leves de queimação no nariz, garganta, olhos e trato respiratório (talvez com tosse discreta) podem ser liberados. Na maioria dos casos, esses pacientes ficam sem sintomas em uma hora ou menos. Devem ser orientados a procurar atendimento imediatamente se os sintomas surgirem ou voltarem. Se quem atende julga que o paciente foi exposto a quantidade significativa de amônia, apesar de aparência clínica relativamente benigna, ou se o incidente envolveu poucos pacientes, ou se as vítimas incluíam crianças pequenas (especialmente lactentes ou pacientes com necessidades especiais), devem ficar monitorados em área de "observação estendida" do pronto-socorro por 6-12 hrs (horas). Descontaminação: vítimas expostas apenas ao gás amônia não representam risco substancial de contaminação secundária para o pessoal fora das zonas quente/morna.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- Vítimas com roupa ou pele contaminadas por hidróxido de amônio líquido podem contaminar secundariamente o pessoal de resposta por contato direto ou pela liberação de vapor de amônia.
- Link para a seção de manejo pré-hospitalar. Via de exposição: a inalação de amônia pode causar queimaduras de nasofaringe e traqueia, edema bronquiolar e alveolar e destruição de via aérea, resultando em desconforto ou falência respiratória. O limiar de odor da amônia é suficientemente baixo para avisar adequadamente da sua presença na fase aguda (limiar de odor = 5 ppm; OSHA PEL = 50 ppm). Porém, a amônia causa fadiga olfatória, ou adaptação, o que dificulta detectá-la quando a exposição é prolongada. A amônia anidra é mais leve que o ar e por isso sobe (não se acumula em áreas baixas); os vapores de gás liquefeito, porém, são inicialmente mais pesados que o ar e podem se espalhar rente ao chão.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- Contato com pele/olhos — a extensão da lesão produzida pela exposição à amônia depende da duração da exposição e da concentração do gás ou líquido. Mesmo concentrações aéreas baixas (100 ppm) de amônia podem produzir irritação rápida de olhos e nariz. Concentrações maiores podem causar lesão ocular grave. O contato com soluções concentradas de amônia, como alguns limpadores industriais (25%), pode causar lesão corrosiva séria, incluindo queimaduras de pele, dano ocular permanente ou cegueira. A extensão total do dano aos olhos pode não ficar clara até 1 week (uma semana) após a lesão. O contato com amônia liquefeita pode causar congelamento (frostbite).dose/fármaco conforme a fonte ↗
- Ingestão — a ingestão de hidróxido de amônio, embora incomum, resulta em dano corrosivo à boca, garganta e estômago. A ingestão de amônia normalmente não causa envenenamento sistêmico. Sinais e sintomas clínicos — Respiratório: a extensão da lesão depende da duração da exposição, da concentração do gás e da profundidade da inalação. Mesmo concentrações aéreas razoavelmente baixas (50 ppm) produzem início rápido de irritação de olhos, nariz e garganta, tosse e estreitamento dos brônquios. Sinais clínicos mais graves incluem estreitamento imediato da garganta com edema, causando obstrução de via aérea alta e acúmulo de líquido nos pulmões. Isso pode resultar em baixa oxigenação do sangue e alteração do estado mental. Também podem ocorrer queimaduras de mucosa da árvore traqueobrônquica. Pode haver laringoespasmo de início imediato com parada respiratória.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- Dérmico — soluções aquosas diluídas (menos de 5%) raramente causam queimaduras sérias, mas podem ser moderadamente irritantes. A exposição a vapor ou solução concentrada pode causar dor, inflamação, bolhas, necrose e queimaduras profundas e penetrantes, especialmente em áreas úmidas da pele. O contato da pele com amônia líquida comprimida (armazenada a -28 °F) causa congelamento e pode resultar em queimaduras graves com ulcerações profundas. Ocular — a amônia tem maior tendência a penetrar e danificar os olhos do que qualquer outro álcali. Mesmo concentrações baixas de vapor (100 ppm) produzem início rápido de irritação ocular. O contato com concentrações altas do gás, ou com hidróxido de amônio concentrado, pode causar edema e descamação das células da superfície do olho, com cegueira temporária ou permanente. Gastrointestinal — náusea, vômito e dor abdominal são sintomas comuns após a ingestão de amônia. A ingestão de amônia doméstica (5-10%) já resultou em queimaduras esofágicas graves. Dor esofágica à deglutição, sialorreia e recusa alimentar sugerem lesão mais significativa. Dor torácica subesternal, dor abdominal e rigidez sugerem lesão profunda e potencial perfuração do esôfago e/ou estômago. Link para Síndromes Tóxicas. Link para Avaliação Primária e Secundária. Diagnóstico diferencial: o fosgênio distingue-se pelo cheiro em altas concentrações e pelo edema pulmonar de início tardio. Agentes de controle de distúrbios causam queimação aguda em olhos e via aérea alta sem progressão dos sintomas; não causam laringoespasmo, exceto em doses muito altas, e os pacientes nunca desenvolvem edema pulmonar periférico. Agentes nervosos induzem secreções aquosas e desconforto respiratório, mas têm uma série de outros sintomas — miose, convulsões, rapidez de início — que os distinguem dos agentes pulmonares. A toxicidade respiratória dos vesicantes (por exemplo, mostarda) costuma ser tardia e afeta a via aérea central, não a periférica. Toxicidade vesicante grave o bastante para causar dispneia tipicamente causa necrose de via aérea, muitas vezes com obstrução alta. Link para o CHEMM-IST. Tratamento — o tratamento é de suporte: não há antídoto específico para amônia. Link para o Manejo Pré-hospitalar. Link para Suporte Básico e Avançado de Vida. Link para Suporte Básico e Avançado de Vida Pediátrico. Link para as Medicações-Chave do Cuidado Agudo — Adulto e Pediátrico. Link para Avaliação Primária e Secundária. Zonas quente/morna: os socorristas devem estar treinados e devidamente paramentados antes de entrar nas zonas quente/morna. Se o equipamento adequado não estiver disponível, ou se os socorristas não foram treinados no seu uso, peça ajuda conforme os guias operacionais de emergência locais (EOG). Fontes de ajuda: equipes HAZMAT locais, parceiros de ajuda mútua, o sistema metropolitano de resposta (MMRS) mais próximo e o U.S. Soldier and Biological Chemical Command (SBCCOM)-Edgewood Research Development and Engineering Center — o SBCCOM atende de 7:00 AM às 4:30 PM EST pelo 410-671-4411 e das 4:30 PM às 7:00 AM EST pelo 410-278-5201; peça o Staff Duty Officer. Zonas quente/morna — Identificação do agente: à temperatura ambiente, a amônia anidra é um gás incolor, altamente irritante, de odor pungente e sufocante; mais leve que o ar e inflamável, com dificuldade, em altas concentrações e temperaturas; facilmente comprimida, forma líquido claro e incolor sob pressão; dissolve-se prontamente em água formando hidróxido de amônio, uma solução alcalina. As soluções aquosas de uso doméstico são tipicamente de 5% a 10% (peso:volume); as de uso comercial podem ser de 25% (peso:volume) ou mais, e são corrosivas. É armazenada e transportada em recipientes pressurizados com dispositivos de alívio de pressão, sob o rótulo "Gás Comprimido Não Inflamável" — apesar de não atender à definição de inflamável do Department of Transportation, deve ser tratada como tal. A amônia anidra reage com a umidade das mucosas produzindo solução alcalina (hidróxido de amônio); a exposição ao gás ou ao hidróxido de amônio pode causar lesão corrosiva das mucosas de olhos, pulmões e trato gastrointestinal e da pele, pelo pH alcalino e pela natureza higroscópica. Os socorristas devem buscar ajuda na identificação da(s) substância(s) pela forma dos recipientes, painéis, rótulos, documentos de transporte e testes analíticos — informação geral no Emergency Response Guidebook.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- Ferramentas de identificação — CHEMM-IST, WISER, propriedades químicas do fosgênio
- Dispositivos (exemplos) — kit HazCat de identificação de químicos industriais e metanfetamina (modelo KT1220) (sólido e líquido), crachás ChomAir (vapor ou gás), Safe Air Monitoring System (vapor ou gás), tubos detectores de gás Kitagawa (vapor), tubos de detecção de gás Sensidyne (vapor)
- Uma fonte abrangente para a seleção de equipamentos de identificação química é o Guide for the Selection of Chemical Detection Equipment for Emergency First Responders, Guide 100-06, January 2007, 3rd Edition, publicado pelo Department of Homeland Security.
Proteção do socorrista
Proteção respiratória e da pele: recomenda-se equipamento autônomo de respiração (SCBA) de pressão positiva sob demanda, nível A, nas situações de resposta que envolvam exposição a níveis potencialmente inseguros de amônia líquida ou vapor.
EPI exigido: nível A
Proteção respiratória: recomenda-se equipamento autônomo de respiração (SCBA) de pressão positiva nas situações de resposta que envolvam exposição a níveis potencialmente inseguros de amônia.
Proteção da pele: recomenda-se vestimenta de proteção química pelo potencial de efeitos inflamatórios e corrosivos.
- Nível A — a vestimenta de proteção de mais alto nível: SCBA com traje totalmente encapsulado estanque a vapor, com luvas e botas acopladas (os cilindros duram de 1/2 hour a 1 hour — meia a uma hora). Link para a seção de referência de EPI. Triagem: a triagem de vítimas químicas baseia-se na capacidade de andar, no estado respiratório, na idade e nas lesões convencionais associadas. O oficial de triagem precisa conhecer o curso natural de cada lesão, os recursos médicos imediatamente disponíveis, o fluxo atual e provável de vítimas e as capacidades de evacuação médica. Padrões de triagem de vítimas em massa: SALT Mass Casualty Triage — recomendação do governo dos EUA.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- Algoritmo START de triagem de adultos
- Algoritmo JumpSTART de triagem pediátrica
Princípios gerais de triagem para exposições químicas
- Verifique o cartão de triagem por tratamento ou triagem anteriores. Procure evidência de lesões traumáticas/por explosão associadas. Observe sudorese, respiração laboriosa, tosse/vômito, secreções. Vítima grave é triada como imediata se precisa de assistência respiratória. Em lesões por explosão ou outro trauma com dúvida sobre exposição química, as vítimas devem ser etiquetadas como imediatas na maioria dos casos; vítimas de explosão evidenciam efeitos tardios como SARA (ARDS) etc. Vítima leve/moderada: autoatendimento/ajuda de colega, triada como tardia ou mínima, com liberação baseada em acompanhamento estrito e orientações. Em exposições químicas que possam causar sinais e sintomas tardios porém sérios, a sobre-triagem é considerada apropriada para unidades capazes de observar e manejar sintomas de início tardio. Categorias expectantes em eventos multivítimas são as vítimas com parada cardíaca, parada respiratória ou convulsões contínuas imediatas; recursos não devem ser gastos nessas vítimas quando há grande número de vítimas precisando de cuidado e transporte com recursos mínimos. Numa mesma categoria, priorize a criança e a gestante sobre o adulto não gestante. Triagem específica para amônia: as seguintes pessoas expostas devem ser avaliadas em unidade de saúde: pacientes sintomáticos com falta de ar persistente, tosse intensa ou aperto no peito devem ser internados e observados até ficarem sem sintomas — a lesão pulmonar pode progredir por várias horas; quem tem queimaduras de olhos ou pele em grande área; quem ingeriu amônia. Liberação: numa situação de vítimas em massa, assintomáticos bons informantes e quem teve só queimação leve de nariz, garganta, olhos e trato respiratório (talvez tosse discreta) podem ser liberados — em geral ficam sem sintomas em uma hora ou menos; orientar a procurar atendimento se os sintomas surgirem ou voltarem. Se houver suspeita de exposição significativa apesar de aparência benigna, se o incidente envolveu poucos pacientes, ou se havia crianças pequenas (especialmente lactentes ou pacientes com necessidades especiais), monitorar em área de observação estendida do PS por 6-12 hrs (horas). Lembretes de ABC — estabilização inicial: avalie e dê suporte a via aérea, respiração e circulação. Intube a traqueia em caso de comprometimento respiratório (evite intubação nasotraqueal às cegas ou obturador esofágico). Use bolsa-válvula-máscara (BVM) se não conseguir garantir a via aérea. Mantenha circulação adequada. Se houver suspeita de trauma, mantenha imobilização cervical manual e aplique colar cervical descontaminável e prancha, quando possível. Aplique pressão direta para conter sangramento arterial, se presente. Link para Suporte Básico e Avançado de Vida.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- Link para Suporte Básico e Avançado de Vida Pediátrico
- Link para a seção de Medicações-Chave do Cuidado Agudo — Adulto
- Link para a seção de Medicações-Chave do Cuidado Agudo — Pediátrico
- Link para Avaliação Primária e Secundária
Via de exposição
- A inalação de amônia pode causar queimaduras de nasofaringe e traqueia, edema bronquiolar e alveolar e destruição de via aérea, com desconforto ou falência respiratória. O limiar de odor é baixo o bastante para avisar da presença na fase aguda (limiar de odor = 5 ppm; OSHA PEL = 50 ppm), mas a amônia causa fadiga olfatória, dificultando a detecção na exposição prolongada. A amônia anidra é mais leve que o ar e sobe (não se acumula em áreas baixas); os vapores de gás liquefeito, porém, são inicialmente mais pesados que o ar e podem se espalhar rente ao chão. Contato com pele/olhos — a lesão depende da duração da exposição e da concentração do gás ou líquido. Mesmo concentrações baixas (100 ppm) podem produzir irritação rápida de olhos e nariz; concentrações maiores podem causar lesão ocular grave. Contato com soluções concentradas, como limpadores industriais (25%), pode causar lesão corrosiva séria — queimaduras de pele, dano ocular permanente ou cegueira; a extensão total do dano ocular pode não ficar clara por até 1 week (uma semana). Contato com amônia liquefeita pode causar congelamento. Ingestão — hidróxido de amônio causa dano corrosivo a boca, garganta e estômago; normalmente sem envenenamento sistêmico. Sinais e sintomas — Respiratório: mesmo 50 ppm produzem irritação rápida de olhos, nariz e garganta, tosse e broncoconstrição; casos graves têm estreitamento imediato da garganta com edema, obstrução alta e acúmulo de líquido nos pulmões, com hipoxemia e alteração do estado mental; queimaduras da árvore traqueobrônquica; laringoespasmo imediato com parada respiratória. Dérmico: soluções diluídas (menos de 5%) raramente causam queimaduras sérias; vapor ou solução concentrada causam dor, inflamação, bolhas, necrose e queimaduras profundas, especialmente em pele úmida; amônia líquida comprimida (armazenada a -28 °F) causa congelamento e queimaduras graves com ulcerações profundas. Ocular: a amônia penetra e danifica os olhos mais que qualquer outro álcali; 100 ppm de vapor produzem irritação rápida; concentrações altas ou hidróxido de amônio concentrado causam edema e descamação da superfície ocular, com cegueira temporária ou permanente. Gastrointestinal: náusea, vômito e dor abdominal são comuns após ingestão; amônia doméstica (5-10%) já causou queimaduras esofágicas graves; dor à deglutição, sialorreia e recusa alimentar sugerem lesão maior; dor subesternal, dor abdominal e rigidez sugerem lesão profunda e potencial perfuração. Link para Sinais e Sintomas Hospitalares. Link para Síndromes Tóxicas. Link para Avaliação Primária e Secundária. Diagnóstico diferencial: fosgênio — cheiro em altas concentrações e edema pulmonar tardio; agentes de controle de distúrbios — queimação aguda de olhos e via aérea alta sem progressão, sem laringoespasmo exceto em doses muito altas, sem edema pulmonar periférico; agentes nervosos — secreções aquosas e desconforto respiratório, mais miose, convulsões e início rápido; vesicantes (mostarda) — toxicidade respiratória tardia, na via aérea central, com necrose e obstrução alta quando grave. Link para o CHEMM-IST. Vulnerabilidades pediátricas/obstétricas/geriátricas — crianças são mais vulneráveis à amônia porque: lactentes e crianças pequenas não têm habilidade motora para escapar do local; os vapores de gás liquefeito são inicialmente mais pesados que o ar e se espalham rente ao chão, na zona de respiração das crianças pequenas; crianças expostas tendem a maior gravidade dos mesmos efeitos vistos em adultos; a exposição pode ser maior pela maior frequência respiratória; o menor diâmetro de via aérea, o estreitamento subglótico anatômico, a epiglote em ômega, a língua relativamente grande e costelas e traqueia menos rígidas as tornam mais vulneráveis (estridor, broncoespasmo, secreções copiosas); vesicantes e corrosivos lesam mais as crianças pela queratinização pobre da pele; pela maior área de superfície corporal relativa, crianças perdem calor rápido no banho de descontaminação — risco de hipotermia sem lâmpadas e equipamentos de aquecimento; a menor reserva de fluidos aumenta o risco de desidratação rápida ou choque após vômito e diarreia. Link para Avaliação Primária e Secundária. Tratamento — Antídotos: não há antídoto específico para amônia. Suporte: intube a traqueia em caso de coma ou comprometimento respiratório (evite intubação nasotraqueal às cegas ou obturador esofágico; use BVM se não garantir a via aérea). Se a via aérea alta estiver obstruída, realize cricotireoidostomia ou insira angiocateter 14 gauge na membrana cricotireóidea (se equipado e treinado). Aspiração frequente pode ser necessária para secreções. Link — inserção de angiocateter 14 gauge na membrana cricotireóidea. Trate broncoespasmo com broncodilatadores em aerossol; sensibilizantes brônquicos em exposições químicas múltiplas podem trazer riscos adicionais — considere a saúde do miocárdio antes de escolher o broncodilatador; sensibilizantes cardíacos podem ser apropriados, mas após certas exposições aumentam o risco de arritmias (especialmente em idosos). A intoxicação por amônia não é conhecida por acrescentar risco ao uso de sensibilizantes brônquicos ou cardíacos. Considere epinephrine racêmica (adrenalina) em aerossol para crianças com estridor. Dose: 0.25 - 0.75 mL de solução de epinephrine racêmica 2.25 % em 2.5 cc de água, repetir a cada 20 minutes (minutos) conforme necessário, atentando à variabilidade miocárdica. Pacientes comatosos, hipotensos, com convulsões ou arritmias devem ser tratados conforme os protocolos de suporte avançado de vida (ALS). Se a amônia foi engolida, dê imediatamente água ou leite, salvo orientação contrária do pronto-socorro ou do centro de intoxicações. NÃO dê água ou leite se o paciente tem sintomas que dificultem engolir (vômito, convulsões ou rebaixamento). Após ingestão de grande quantidade de amônia industrial, água ou leite não trazem benefício terapêutico. NÃO passe sonda nasogástrica. Congelamento — manuseie pele e olhos congelados sempre com cautela. Coloque a pele congelada em água morna (108 degrees Fahrenheit). Não deixe a pele tocar as paredes do recipiente. Sem água quente, envolva a área afetada delicadamente em cobertores mornos. Estimule o exercício da parte afetada enquanto é aquecida. Link para Suporte Básico e Avançado de Vida.dose/fármaco conforme a fonte ↗
- Link para Suporte Básico e Avançado de Vida Pediátrico
- Link para a seção de Medicações-Chave do Cuidado Agudo — Adulto
- Link para a seção de Medicações-Chave do Cuidado Agudo — Pediátrico
- Link para Avaliação Primária e Secundária
‡ Não aprovado pela FDA para esta indicação / uso off-label
Remoção das vítimas
Se as vítimas conseguem andar, conduza-as para fora das zonas quente/morna até a zona de descontaminação (não devem andar longas distâncias, se possível — o esforço físico pode agravar e/ou acelerar o edema pulmonar não cardiogênico). Vítimas que não conseguem andar podem ser removidas em pranchas ou macas; se não houver, carregue ou arraste as vítimas com cuidado até a segurança. Havendo grande número de vítimas, e se os recursos de descontaminação permitirem, estabeleça corredores de descontaminação separados para vítimas que andam e que não andam.
Considere o manejo apropriado de crianças contaminadas quimicamente, como medidas para reduzir a ansiedade de separação quando a criança é separada de um dos pais ou outro adulto.
- Link para Manejo dos Falecidos
Zona de descontaminação
- Vítimas expostas apenas ao gás amônia não representam risco substancial de contaminação secundária ao pessoal fora das zonas quente/morna. Vítimas com roupa ou pele contaminadas com hidróxido de amônio líquido podem contaminar secundariamente por contato direto ou pelo vapor liberado. Zona de descontaminação — proteção do socorrista: o pessoal deve manter o mesmo nível de proteção exigido nas zonas quente/morna (link). Se os níveis de exposição forem considerados seguros, a descontaminação pode ser feita com nível de proteção inferior — porém não tente reanimação sem barreira. Lembretes de ABC: a rapidez é crítica. Se a vítima está sintomática, institua imediatamente medidas de suporte de vida de emergência; o tratamento deve ser dado simultaneamente à descontaminação. Garanta via aérea pérvia e boa ventilação; assista a ventilação com bolsa-válvula-máscara com filtro, se necessário (evite intubação nasotraqueal às cegas ou obturador esofágico). Mantenha circulação adequada. Estabilize a coluna cervical com colar descontaminável e prancha se houver suspeita de trauma. Pressão direta para controlar sangramento importante, se presente. Link para o Tratamento de Suporte nas zonas quente/morna.
- Link para Suporte Básico e Avançado de Vida
- Link para Suporte Básico e Avançado de Vida Pediátrico
- Link para a seção de Medicações-Chave do Cuidado Agudo — Adulto
- Link para a seção de Medicações-Chave do Cuidado Agudo — Pediátrico
- Link para Avaliação Primária e Secundária
Antídotos
Antídotos — não há antídoto específico para amônia.
Descontaminação básica
Considerações de montagem
Instruções de lavagem
Descontaminação do socorrista:
Descontaminação de lactentes e crianças
Manejo de feridas
Referências
Zona de apoio
Zona de apoio
Re-triagem
Após a descontaminação, o paciente deve ser reavaliado, anotando mudanças na categoria de triagem (se houver) e a necessidade ou modificação da terapia de suporte (ver Lembretes de ABC / Tratamento Avançado).
Lembretes de ABC
Avalie rapidamente a perviedade da via aérea. Se houver suspeita de trauma, mantenha imobilização cervical manual e aplique colar cervical e prancha quando possível. Garanta respiração e pulso adequados. Documente a saturação de oxigênio. Coloque em monitor cardíaco.
Link para Avaliação Primária e Secundária
Se o paciente está sintomático, institua imediatamente medidas de suporte de vida de emergência.
Tratamento avançado
Suporte
Em caso de comprometimento respiratório, garanta via aérea e respiração por intubação endotraqueal ou máscara laríngea (LMA) (use bolsa-válvula-máscara (BVM) se não conseguir garantir a via aérea). Pode ser necessária aspiração para secreções brônquicas excessivas. Se a via aérea alta estiver obstruída, realize cricotireoidostomia ou insira intracath 14 gauge na membrana cricotireóidea. Pacientes em falência cardiorrespiratória ou com convulsões devem ser tratados conforme os protocolos de suporte avançado de vida (ALS).dose/fármaco conforme a fonte ↗
Congelamento — manuseie pele e olhos congelados sempre com cautela. Coloque a pele congelada em água morna (102 - 108 degrees Fahrenheit) por 20 to 30 minutes (20 a 30 minutos) e continue até o retorno do rubor à área afetada. Não deixe a pele tocar as paredes do recipiente. Sem água quente, envolva a área delicadamente em cobertores mornos. Estimule o exercício da parte afetada enquanto é aquecida.dose/fármaco conforme a fonte ↗
Link para as instruções de inserção do intracath 14 gaugedose/fármaco conforme a fonte ↗
Link para o tratamento de suporte nas zonas quente/morna
Link para Suporte Básico e Avançado de Vida
Antídotos
Antídotos — não há antídoto específico para amônia.
Transferência para unidade de saúde
Somente pacientes descontaminados, ou que não precisam de descontaminação, devem ser transportados a uma unidade de saúde. "Sacos de corpo" não são recomendados. Se há suspeita de material corrosivo, ou se há dor ou lesão evidente, continue a irrigação ocular durante a transferência da vítima para a zona de apoio (ver a folha de informação ao paciente). Os PDFs são da fonte original, em inglês.