Manejo médico · CHEMM
Material para profissionais de saúde e de resposta a emergências.
Tradução referenciada das diretrizes públicas do CHEMM (Chemical Hazards Emergency Medical Management, HHS/ASPR — governo dos EUA). Não é diagnóstico nem prescrição deste portal; doses e nomes de fármacos permanecem como na fonte original, com o link ao lado — confira sempre no original antes de qualquer conduta. As recomendações da fonte não se destinam a uso médico-legal.
Tradução não oficial, feita por este portal e sem endosso, revisão ou vínculo do HHS/ASPR nem do governo dos EUA. O material de origem é de domínio público; a responsabilidade por esta versão em português é do Produtos Perigosos.
☎ 0800 722 6001 — Disque-Intoxicação (CIATox, 24h)Traduzido de Terrorist Incident ↗ (CHEMM, HHS/ASPR — domínio público), fonte capturada em 2026-08-25. Em caso de dúvida, vale o original.
Incidente terrorista
- Preparando-se para responder — tipos de ataque terrorista
- O que esperar
- Planejamento e coordenação multiagência
- Diretrizes para o comando do incidente
- Chegada à cena, início da resposta — veja: identificação do agente. Identificação rápida por sinais/sintomas: CHEMM-IST
- Identificação da substância: WISER
- Diretrizes de cuidado agudo do paciente
- Estimativa da distância de proteção/zona de ameaça
- Atividades no local do incidente
- Diretrizes de triagem
- Atividades do hospital
- Equipamento de proteção individual
Preparando-se para responder
- Tipos de ataque terrorista. O National Memorial Institute for the Prevention of Terrorism identifica cinco categorias de ataque terrorista*: químico
- Biológico
- Radiológico
- Nuclear
- Explosivo/incendiário
- Ataques terroristas podem ser abertos ou encobertos, o que dificulta a detecção e a determinação da fonte e da extensão.
- Ataques terroristas podem ser desencadeados como uma série orquestrada de ataques. Os socorristas precisam considerar a possibilidade de ataques adicionais durante a resposta.
- Biological and Chemical Terrorism: Strategic Plan for Preparedness and Response (HHS/CDC)no original (inglês)
- O que esperar. Grande escala geográfica. Quando a cena do desastre cobre uma área geográfica extensa, coletar e gerir a informação sobre os perigos se torna problemático, pela dificuldade de ter uma visão geral da cena.
- Perigos múltiplos e muito variados. Como os numerosos perigos no local de um grande desastre são muito diversos, eles inevitavelmente ultrapassam a experiência de um único órgão de resposta. Isso torna muito difícil, para organizações isoladas, caracterizar as ameaças.
- Potencial de grande número de pessoas afetadas, feridas ou mortas. Os esforços das organizações locais para reunir dados sobre os perigos podem ser prejudicados por demandas operacionais, como a necessidade de dedicar recursos ao atendimento de um número expressivo de vítimas.
- Duração prolongada. Como as respostas a desastres se estendem por longos períodos, é preciso montar uma logística capaz de sustentar as operações por dias, semanas ou até meses.
- Ampla gama de capacidades de resposta necessárias. O envolvimento de muitas organizações de resposta independentes em um grande desastre pode complicar o esforço de reunir dados precisos sobre os perigos. Se muitos órgãos fizerem monitoramento de perigos de forma independente, problemas de coordenação — dos métodos de avaliação ou dos critérios de interpretação dos resultados — podem produzir inconsistências nos dados.
- Dano às infraestruturas. As dificuldades de coletar a informação necessária são agravadas pelo dano ou pela interrupção de infraestruturas críticas. Em muitos desastres, os sistemas de comunicação ficam danificados ou sobrecarregados de tráfego, impedindo os socorristas de coletar e compartilhar informação.
- Efeitos diretos sobre as organizações de resposta. Desastres podem danificar os ativos das organizações de resposta necessários para reunir informação depois do incidente.
- Planejamento e coordenação multiagência de responsabilidades e recursos. Defina os tipos de perigo e as necessidades de informação. Como nem todos os perigos podem ser medidos simultaneamente, é preciso escolher quais perigos serão examinados primeiro em cada evento. Ao definir com que rapidez a informação sobre cada perigo será necessária, os planejadores locais podem determinar quais capacidades de avaliação precisarão estar disponíveis de imediato — e, portanto, ser providas localmente. Outras capacidades de avaliação, talvez menos críticas ou não imediatas, podem vir de organizações de reforço de fora da área local. Os socorristas apontaram como essencial a necessidade imediata de monitorar o ambiente quanto a agentes químicos, agentes biológicos, radiação, gases inflamáveis e deficiência de oxigênio. Uma lista assim dá uma estratégia clara de quais perigos examinar à medida que os recursos de avaliação chegam à cena.
- Desenvolva capacidade local de monitoramento de perigos. Quando uma grande crise ocorre, os gestores de segurança precisam de certos dados de perigo imediatamente. É preciso ter capacidade instalada localmente para reunir essa informação. Dados sobre instalações e locais que possam representar risco à segurança e à saúde dos socorristas são um exemplo-chave. Esses dados podem ser obtidos por inspeções de instalação, registros regulatórios ou outra coleta. Como essa informação só é útil se estiver imediatamente disponível e atualizada, não se pode exagerar a importância de mantê-la atual e prontamente acessível aos socorristas.
- Providencie acesso aos recursos de avaliação de perigos existentes em outras organizações. A diversidade de perigos que pode existir após um grande desastre significa que cada organização de resposta muitas vezes precisa recorrer a organizações externas para capacidades e conhecimento complementares de avaliação. Por exemplo, organizações externas têm tecnologia e conhecimento para medir perigos como poluentes atmosféricos, metais pesados, amianto, particulados e outros. Além disso, organizações externas podem dar acesso a ativos técnicos que as organizações locais de resposta jamais conseguiriam manter sozinhas. Também é preciso haver acordos que garantam que a informação produzida por essas fontes variadas possa ser compartilhada e usada efetivamente entre as organizações de resposta. A implementação exigirá colaboração com órgãos estaduais e locais de saúde pública, além de outras pessoas e grupos, incluindo: organizações de saúde pública,
- centros de pesquisa médica,
- profissionais de saúde e suas redes,
- sociedades profissionais,
- médicos-legistas,
- unidades de resposta a emergências e organizações de socorristas,
- fabricantes de equipamentos de segurança e médicos,
- o U.S. Office of Emergency Preparedness e outros órgãos do Department of Health and Human Services,
- outros órgãos federais, e
- organizações internacionais.
- Planeje a chegada de voluntários espontâneos e de doações. Os voluntários espontâneos, muitas vezes sem vínculo com organização definida, representam desafio significativo aos sistemas de gestão. Da mesma forma, a entrega descoordenada de suprimentos ou equipamentos na cena do desastre pode estrangular a logística da resposta. Quando os suprimentos que chegam não são catalogados sistematicamente, os socorristas podem não conseguir usá-los.
Diretrizes para o comando do incidente
- Notifique as autoridades locais
- Estabeleça o sistema local de comando de incidente no local (FEMA). Ready.gov Hazardous Material Incidents (DHS/FEMA/Ready.gov)
- Aproxime-se do local com cautela. Posicione pessoal, viaturas e posto de comando a uma distância segura, a barlavento e acima do nível do local, se possível.
- Garanta a segurança dos socorristas. Considere o risco de ataque adicional.
- Identifique todos os perigos (risco de incêndio, explosão, fumos tóxicos, riscos elétricos, colapso estrutural etc.).
- Use equipamento de proteção individual (EPI) apropriado
- Estabeleça e respeite os limites da zona quente, da zona de descontaminação e da zona de apoio.
- Desvie o trânsito conforme necessário
- Evite a contaminação secundária durante o transporte das vítimas para fora da zona quente.
- Vítimas capazes e cooperativas podem ajudar na própria descontaminação. Retire e ensaque em dupla camada as roupas e os pertences contaminados.
- OSHA Evacuation Plans and Procedures eTool (OSHA)no original (inglês)
- Identifique as particularidades do risco químico. Tente identificar o produto perigoso e as vias de exposição (WISER). Propriedades químicas e físicas
- Sintomas
- Painéis de segurança/rotulagem no local
- Identifique o número aproximado e a localização das vítimas e dos feridos.
- Identifique a natureza do local que afeta os procedimentos de resposta: infraestruturas críticas (por exemplo, energia elétrica, abastecimento de água, saneamento, telecomunicações, transporte etc.) e instalações médicas e de saúde foram afetadas? Se sim, de que modo?
- Há possibilidade de ataque adicional?
- As rotas de fuga estão abertas e acessíveis?
- Que áreas geográficas foram ou podem ser afetadas negativamente?
- Estimativa da distância de proteção/zona de ameaça
- Proteja o público de lesões adicionais implementando as ações de proteção apropriadas ao incidente. Continue a reunir informação e a monitorar o evento, para que as ações de proteção possam ser modificadas conforme a situação mude, ou até que a ameaça seja removida.
- Garanta que as necessidades de populações específicas estejam sendo atendidas.
- Inicie a triagem dos pacientes com protocolos apropriados à emergência química. Alerte a rede médica local para se preparar para o transporte de múltiplas vítimas.
Referências
- Biological and Chemical Terrorism: Strategic Plan for Preparedness and Response. Recommendations of the CDC Strategic Planning Workgroup (HHS/CDC, 2000)no original (inglês)
- Unaffiliated Volunteers in Response and Recovery (PDF - 962 KB) (Volunteer Florida)no original (inglês)
- A Project Responder Report: Technology Opportunities for Implementing the National Incident Management System. 12 National Terrorism Response Objectives (NTROs) (PDF - 2025 KB) (The Memorial Institute for the Prevention of Terrorism and the United States Department of Homeland Security)no original (inglês)
- Terrorism (PDF - 894 KB) (DHS/FEMA)no original (inglês)
- Emergency Preparedness and Response: Preparation and Planning (HHS/CDC)no original (inglês)
- Guidance on Initial Responses to a Suspicious Letter / Container With a Potential Biological Threat (PDF - 242 KB) (FBI, DHS, HHS, CDC, 2004)no original (inglês)
- Incident Command System (FEMA)no original (inglês)
- Ready.gov Hazardous Materials Incidents (DHS/FEMA, 2010)no original (inglês)
- Evacuation Plans and Procedures eTool (OSHA)no original (inglês)
- Chemical Emergencies (DHS/FEMA)no original (inglês)
- Protecting Emergency Responders, Volume 3: Safety Management in Disaster and Terrorism Response. NIOSH Publication No. 2004-144 (HHS/CDC/NIOSH, 2004)no original (inglês)
- Emergency Response Guidebook (2016 Emergency Response Guidebook: A Guidebook for First Responders During the Initial Phase of a Dangerous Goods/Hazardous Materials Incident, DOT, 2016) Full Version of the ERG2016 (PDF - 4.7 MB)no original (inglês)
- Mobile appsno original (inglês)
- NIOSH Pocket Guide to Chemical Hazards (HHS/CDC/NIOSH)no original (inglês)
- Ready.gov (DHS/FEMA, 2010)no original (inglês)
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