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GHS: o que é o Sistema Globalmente Harmonizado — a língua universal do perigo químico

Nascido na Rio-92 e publicado pela ONU em 2003, o GHS padronizou no mundo inteiro como se classifica e se comunica o perigo de um produto químico: os mesmos 9 pictogramas, as mesmas frases, a mesma lógica — do rótulo na fábrica à ficha de segurança. A ONU já está na Revisão 11; o Brasil aplica a Revisão 7.

O que é o GHS

O GHS (Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos) é o padrão da ONU que unifica a resposta a duas perguntas: *quão perigoso é este produto?* e *como comunicar isso a qualquer pessoa, em qualquer país?* Antes dele, o mesmo solvente podia ser "tóxico" num país, "nocivo" noutro e sem aviso nenhum num terceiro.

A semente foi plantada na Rio-92, o sistema foi concluído em 2002 e a 1ª edição do "Purple Book" saiu em 2003. De lá pra cá, revisão a cada 2 anos: a atual é a Revisão 11, publicada em setembro de 2025.

O que ele padroniza

  1. Classes de perigo — na base adotada pelo Brasil (Rev.7) são 31: 17 físicas (inflamáveis, explosivos, oxidantes…), 11 de saúde (toxicidade aguda, carcinogenicidade…) e 3 ambientais.
  2. 9 pictogramas — os losangos vermelhos e brancos que qualquer trabalhador reconhece: chama, caveira, exclamação, corrosão, meio ambiente…
  3. 2 palavras de advertência — "Perigo" (severo) ou "Atenção" (moderado). Só uma delas, sempre.
  4. Frases H e P — códigos harmonizados de perigo (H) e precaução (P): H225 é "líquido e vapores altamente inflamáveis" em qualquer idioma do mundo.

O GHS no Brasil

Aqui o GHS entra por duas portas: a NBR 14725:2023, que rege classificação, rótulo e a FDS (Ficha com Dados de Segurança) na Revisão 7 do sistema, e a NR-26 (Norma Regulamentadora de Sinalização de Segurança), que torna essa comunicação obrigatória no ambiente de trabalho. O mapa completo das normas está no Acervo de Legislação.

A defasagem é real: a ONU está 4 revisões à frente (a Rev.11 ampliou a classe ambiental para cobrir contribuição ao aquecimento global). Quem exporta convive com as duas realidades ao mesmo tempo.

Por que ele é a espinha dorsal de tudo

A mesma classificação GHS alimenta a FDS, o rótulo, o cadastro do futuro INSQ (Inventário Nacional de Substâncias Químicas) e o dossiê do REACH europeu. Classificou errado uma vez, errou em cadeia — do almoxarifado à fronteira.

Na prática: classificação GHS por substância você consulta na Biblioteca de Substâncias do portal, por nome, número ONU ou CAS.